27 março 2009

Pensamento do Dia

"É escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber."

(Freud)

25 março 2009

Sexo frágil?


Bem, no início tudo parece ligeiramente igual. Ao menos parecido.
Todos nascemos, crescemos e morremos. E esse parece ser o princípio da vida que, supostamente, todos seguimos. Até então, somos iguais. Iguaizinhos.
Brincamos de bola, jogamos queimada, pique-esconde, pega-pega. Uns gostam de escola, outros nem tanto.
De repente se é notada uma ligeira diferença entre, digamos, eu e ele, eu e ela.
Da noite pro dia eles se tornam chatas. Elas malvadas. A guerra que vai durar uma eternidade acaba de começar.
O clube do bolinha parece nojento. O da Luluzinha dá vontade de vomitar.
De cá e de lá. Essa é a regra do momento. Eles nos enchem o "saco", literalemente. Parecem não tomar banho. Elas se perfumam de mais. E usam umas coisas esquisitas penduradas nas orelhas.
Ok. Aceitamos. Somos diferentes.
O momento da raiva da diferença é quando você descobre que eles nem mesntruam. E depois de muita mágoa pelo simplfes fato de tudo parecer ser mais fácil para eles (e realmente o é), a gente acaba aceitando, dolorosamente.
Eles beijam todas e são garanhões. Não fazemos nada e levamos a culpa de tudo.
Eles não tomam banho e se acham lindos. A gente vive numa redoma de vidro e ainda assim somos inseguras.
De chato, ele passa a interessante. Quase que um mal necessário, afinal, temos que nos vingar de alguma forma.
Ele ainda acha que não precisa ser, no mínimo, educado, para nos conquistar. De fato, chega em um ponto em que ele é.
Tudo bem, depois de ter beijado metade da população mundial é o mínimo que pode fazer. Aquele jogo de olhares que arrepia, aquele toque que enlouquece. E aqui não se sabe onde um começa e o outro termina. Ainda na guerra.
Paixões à parte, parece ser algo mais forte. Se casa.
Ele trabalha e acha que já fez tudo. Ela trabalha e ainda cuida da casa.
Ele acha que é obrigação passear com as crianças no fim de semana. Ela acorda todas as noites. E cobre todos os bebês, inclusive ele.
Ele almoça. Ela faz, almoça e ainda lava a louça.
Ela cuida do banheiro. Ele esnoba.
Ela se mantém cheirosa, ele nem tanto.
dicotmoia infinita em que estamos apaixonadamente aprisionados.
No fim, todos querem passar por isso. Por esse sofrimento, por essa guerra.
e o sexo frágil é aquele que se propõe a sofrer por algo que nem sabe explicar ao certo.
Sabe o que definiria isso? Uma lágrima, um sorriso, um toque, uma palavra: AMOR.
E não é amor de carnaval.
É uma guerra infinita. Lacan bem que afirma, que no gozo há a eterna mistura da dor e do prazer. Essa guerra é a prova viva dessas sábias palavras.
Evitar sofrimento? Eu não! Tenho sofrido tanto! Deixa essa filosofia de vida se apregar em mim. Deixa eu me sentir viva, viver, sofrer, quebrar a cara e sair por aí concertando.
Nessa guerra, eu entro de corpo e alma.

08 março 2009

Pensamento do Dia

"Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho."

01 março 2009

Quando não se tem o q fazer....

"Diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério...."
e quando não se tem nada a dizer.... não se diz nada mesmo...
Nem diz... Ne pensa... Nem quer.... Nem faz....
Surtos imaginários, viés por onde passa a dor de idéia que se diz não doer....
Já ouvi dizer que quando se mentaliza algo, com tanta vontade, acontecde....
Bem.... Ou não sei mentalizar..... Ou não tenho tanta vontade... O fato é que, as coisas que não desejamos ocorrem com mais facilidade....
E ainda me aparece você, pra aumentar meu sofrimento???
Ah... sabe... Cansei....
Cansei de ser boazinha, de ser bonitinha, de ser de vidro....
Cansei de ser a bonequinha do papai...
Por um instante penso em um outro lado da vida que eu ainda não conheço.
Penso no que posso fazer.... No que sou capaz de fazer....
Em tudo o que me aconteceu... Em tudo o que pode me acontecer....
Nos sofrimentos.... Nos devaneios.... Nos pensamentos.... Na vida....
Chego à conclusão de que, onde eu for, por onde eu andar... darei de cara comigo mesmo....
E a bonequinha do papai é o único papel que ainda me resta....
[e quem disse que eu não gosto?]