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23 novembro 2011

Pois é

Ninguém é feito de aço como o super homem, mas sempre tem que vir um engraçadinho com uma criptonita na mão. Não importa o que você faça, sempre vai ter alguém falando mal de você. Não por ser verdade (o que realmente não importa) mas porque, no fundo, a inveja ainda não foi superada.
Ando meio sem inspiração. A lua é dos poetas, então, não ando vendo ela.
O cheiro não está sendo suficiente pra me fazer pensar, menos ainda pra me fazer agir.
Por hora, é aqui mesmo que eu quero estar, estagnada, e só.

23 outubro 2011

Olhar

Não vejo nada.
Parece que esse mundo não é real.
O que deveria ser amor, agora são só brigas.
O que era pra ser humildade agora se tornou prepotência.
Onde está o ser humano?
Continuo vendo coisas que parecem não existir. E o pior, nada me faz sentir melhor.
Parece que o mundo acabou e restaram apenas robôs.
Ninguém mais chora, ninguém mais pede desculpas, ninguém acha que vale a pena se redimir.
Então pelo que ainda estamos lutando?

10 setembro 2011

Pintando as paredes

Ás vezes precisamos pintar as paredes. Escolher algumas cores alegres e renovar o ambiente. Procurar deixar tudo diferente. Pode-se optar por listras coloridas imitando um arco-íris, ou por uma cor só, mais discreta. Pode se optar por texturas e ambientes de duas cores, ou apenas um quadro na parede, dando um ar de novidade. Ás vezes precisamos pintar as paredes para podermos olhar de modo diferente para elas. A tinta escolhida precisa ser boa, para se ter a certeza de que não vai "descascar" e deixar a cor velha aparecer. Ás vezes precisamos pintar as paredes, para pensarmos que estamos em um lugar diferente. Correr o olho no novo e exclamar: oh, como ficou bonito! Ás vezes precisamos pintar as paredes e pedir para que mudem os móveis, para que levem-os embora. Mudar a casa é sempre bom. Mudar a cara é sempre bom. Ás vezes precisamos pintar as paredes, só para variar.

26 julho 2011

Sinto falta...

Sinto falta da terra do nunca. Aquela mesmo, que imaginávamos quando crianças, onde podíamos voar e éramos capazes de tudo, bastando imaginar. Sinto falta da casa da árvore, e de infernizar a vida dos moleques da turma de boné. Sinto uma falta enorme do "buracão da Wilma" e de como era gostoso não saber o quanto aquilo tudo era perigoso. Sinto falta de me sujar de barro sem ter nojo, ou de beber água da cachoeira. Sinto falta de andar pelas ruas de biquini, de correr descalço e de não saber qual dia do mês é hoje. Sinto falta de quando eu usava relóogio de enfeite. Sinto falta de chorar no banheiro pelo garoto que não me achava bonita. Sinto falta de pensar que sou a mais bonita da escola e de acreditar que um dia serei cantora. Sinto falta de prender bobs no cabelo para o aniversário mais tarde. Sinto falta de quando fazer a sobrancelha não era prioridade em minha vida. Sinto falta da época em que ninguém se importava com quem tinha mais dinheiro. Sinto falta de quando a única data que importava no ano além do natal era meu aniversário, portanto as únicas que me deixavam ansiosa.Sinto falta de quando as coisas eram mais simples, de quando acordávamos maquinando qual seria a bagunça de hoje sem ter que se preocupar com o amanhã.

02 julho 2011

Não tem graça

Algumas coisas não tem a menor graça.
Lavar louça no frio, por exemplo.
Ligar e ninguém atender do outro lado, falar e não ter nem o eco da própria voz como resposta.
Ficar velho. Ver amigos ficarem doentes. Decepcionar os pais. Se distanciar do melhor amigo. Não ter ânimo para tomar banho. Não ser notado. Não comentarem que você conrtou o cabelo. Te cobrarem coisas as quais não são sua responsabilidade. Não deixarem você fazer as coisas do seu jeito. Intrometerem na sua vida. Não elogiar o almoço que você custou a fazer.
Saiba que não tem graça ficar sozinho estando do lado de alguém.

23 junho 2011

Num piscar de olhos

Ás vezes me desfaço, inteira, em pedacinhos.
Abaixo, junto os cacos e começo a me (des)montar...
Grito também. Xingo, chuto o balde, estresso.
E quem disse que eu sou perfeita? Só no meu jeito compulsivo de acreditar piamente nisso.
E como é difícil (achar que é) ser perfeita.
Ainda me curo desse mal.

E pensar que ainda ando rindo pelos cantos, xingando, fazendo e me desfazendo...
Num piscar de olhos.

25 abril 2011

Vida de Estudante

Para quem não tem tempo nem de tomar um banho, fast food é o que há.
E a saúde? Só nos deixam pensar nela depois de formados.
Não é que uma das professoras acabou de dizer: "Pelo amor de Deus gente, não vão adoecer agora né!".
Que curso eu faço? Psicologia. Área da saúde. Cuidar da saúde (mental).

Em casa de ferreiro, espeto é de pau.

12 março 2011

Socorro

Faço minhas as palavras da Day:

saudade de antes de ontem. quando eu ainda não tinha visto o que vi.
e tá doendo pra caralho.
e não vai passar tão logo.

14 dezembro 2010

Horas tortas

Vinho. Por favor.
Já faz tempo.
Muito tempo.

Esse velho amigo ainda me faz companhia. Copo de plástico ou de vidro. Não importa mais.
Coisas quebradas. Coisas que eu quebrei, pensando que alguém ia recolher os cacos e fazer uma colagem. Uma colagem cheia de defeitos, cheia de irregularidades. Alguém que me ofereceria os cacos colados errados. Mas ofereceria sorrindo.

Me pergunto o que é mais importante. Ter tudo e não ter nada? Ou ter nada e ter tudo? E não é muito complicado se você pensar um pouco.

Algumas coisas não são crime. Mas dóem. Não dá muito pra explicar, só pra sentir.
Ruas vazias, olhares indiscretos. Conversas.

As fotos não revelam tudo mais. Isso eu descobri.
Agora não é mais hora pra pensar. Não é mais hora pra brigar. Não é hora pra cobrar.
É hora de sentar e esperar (um pouco). Até não aguentar mais e encontrar uma solução para isso tudo.

24 abril 2010

Hoje não

Discutir a relação. Nào. Por favor. Um copo de suco? Nem pensar. Sorvete? Odeio. Sol? Tá me fazendo mal.
Por favor, não me venha hoje com aquele papo de responsabilidade ou resiliência. Tô descendo do salto, literalmente. E não é TPM. Não ando suportando muita coisa. Aliás, não ando suportando nada. Nem aquelas pessoas irritantes que sorriem o tempo inteiro parecendo serem mais felizes que todo mundo. Hoje não quero finjir que tá tudo bem e passar aquela impressão de que eu aguento tudo. Tudo bem, eu aguentava. Mas cheguei no meu limite. Estou explodindo, me dá licença? Também posso surtar.
Agora mesmo, tô achando que sou uma bola. Uma dessas bem gastas, que td mundo já chutos. Sabe essas bolas de estimação que você chuta, enconsta, mas no fim, é ela que você procura? Mais ou menos isso.
Hoje não me faça promessas. Nenhuma delas são cumpridas. Hoje não me vehna com carinho. Você mordeu, então não venha soprar o machucado agora. Hoje não me peça favores. Estou ocupada. Chorando. Sofrendo. Repensando minha vida. É. A minha. Hoje não vou me preocupar com a vida de ninguém. Nem com meu paciente, nem com meus alunos, nem com meus amigos. Hoje sou eu que preciso de atenção. E já que não encontro que me dê atenção eu vou fazer isso por mim.
Hoje não quero brincar com meu cachorro. Ele entende isso. Se deitou do meu lado, em silêncio, respeitando meu momento. Ele que eu chuto, bato, distrato. Ele tá do meu lado.

16 fevereiro 2010

Para não fazer guerra


Ninguém tem o direito de chegar em sua vida e lhe dizer o que fazer dela. Ou até mesmo o que ensinar ao seu cachorro. Então não permita.

A maioria das besteiras que fazem conosco são (por nós) permitidas. Cadê os nossos pulsos??? Não estam cortados mas ainda assim, sangram.

O mundo virou folia. Não a de carnaval. Pior. As pessoas não se olham mais como se olhassem em espelhos. Não enxergam mais o ser humano (semelhante) que está à sua frente. Se desrespeitam, se desvalorizam. Se machucam. E, raras as vezes, pedem perdão.

Não são os bandidos, os assassinos ou os pedófilos que acabam com o mundo. (Por que isso são apenas classificações que aprendemos a fazer). Mas somos nós, pessoas. Umas que sonham de mais e não fazem nada. Outras que fazem, mas continuam sentadas atrás da mesa. Outras que se deixam desvestir por esseas classificações. Não. Eu não poderia mudar o mundo, mas dá licença, vou tentar mudar a minha vida. Olhar o outro diferente, conversar com quem quer que seja, aconselhar e tomar um tapa na cara. Essa é a minha vida. E será também o meu ofício. E ainda assim direi: não, dessa vez, eu decido.

Não pensem que acho que vou mudar o mundo sozinha. Com certeza, eu preciso de vocês todos para isso. Aprenda a condenar as atitudes, não quem agiu. Só assim poderemos iniciar uma guerra, contra a guerra.

22 janeiro 2010

Auto análise dá certo?

Pensamento não tem rumo. Não tem começo. E não tem fim.
Nos pegamos pensando nas coisas mais bizarras e absurdas do mundo. E não sabemos porque. Ou sabemos. E não admitimos. Ou não queremos saber.
Difícil entender a lógica de pensamentos, atitudes, regras, etc. Talvez pensamentos façam regras. Ou regras sujerem pensamentos. E isso cause atitudes. Ou não. E é esse o dilema que tanto atormenta.
Um mesmo pensamento, se torna excentricamente diferente com o dizer de uma palavra.Mas não é qualquer palavra. E que não venha de qualquer lugar.
Que ser humano é incompreensível, (ainda) é fato. Quando achamos que compreendemos, explode uma bomba de fumaça ao redor dos nossos olhos, tapando pra gente não ver. E o pior, é só ao redor dos nossos olhos. Digo, do "meu". Pra ficar claro o que é meu e o que é do outro.
No fim sempre culpam a educação, ou a política. Mas o fato é que, a verdadeira culpa é dos que fazem a educação ou a política. Ou deveriam fazer. Tõ falando de pessoas.


Quanto à pergunta que deu origem a essa breve e absurda reflexão. Dá sim. É extremamente complicado, interessante e altamente bizarro. Mas não é impossível. Corremos o risco de enxergar as coisas somente de um lado. E mesmo que tenha os dois lados da moeda ainda existe o lado de dentro. O fato é que, deveríamos correr sempre o risco de nos analisarmos. Afinal, quem sabe de nós se não nós mesmos?

01 dezembro 2009

Secas palavras

Estive pensando.... (e talvez seja o que eu mais faça).
Realmente a melancolia faz dos poetas os melhores.

Não estou falando de algo ruim, apenas de algo, digamos, diferente. A melancolia colore o mundo de cinza. Tudo. As pessoas, o parque, a praia e até o cachorro da vizinha. Os vinhos, na melancolia, não tem mais o mesmo gosto, nem a mesma cor. A cerveja talvez continue a mesma. Mas, assim, de longe, depois de uns dois ou três copos.

Os amigos, na melancolia, parecem ter ido embora. E ralvez tenham ido mesmo. Não são balões que podemos amarrar em nós mesmos e segurá-los, até que estourem por não aguentar mais ouvir tanta asneira,

A melancolia. Só ela é maior que o luto.
A melancolica não é só perda, é perda com P maiúsculo, de perdido mesmo.

Mas quer saber o que há de bom na melancolia? É com ela que você caminha na escuridão. E é só quando você está na escuridão que consegue enxergar a luz.

10 novembro 2009

Terra do Nunca


Foi num blog aí, por aí mesmo, que li: "Terra do Nunca". Por um instante, apenas um instante, senti algo estranho, uma vontade, um pensamento.


Lembrei das vezes que falei da "Terra do Nunca" assim mesmo, inocentemente, acreditando piamente que, em algum lugar, em algum lugar mesmo, talvez num mundinho assim, paralelo, ela existisse.


Isso dava fôlego. Fôlego para continuar uma vidinha infantil na qual a maior responsabilidade e enorme preocupação era fugir da bronca pela última bagunça.


E agora também dá fôlego. Nào do mesmo jeito. Mas dá. Um fôlego que ás vezes renova as forças pra viver, e dar de cara com as novas e bem diferentes responsabilidades do momento.


Tempo de mudanças. Verdade. Mas mudanças de coisas que, rodam e rodam, e, no fim, permanecem as mesmas. Só que agora, com mudanças. Difícil de entender? Acho que não. Isso não se entende. Se sente.


E alguém me falou: "Boba, terapia é pra sentir, não pra entender". Mas nem de terapia eu tô falando. Tô falando dela, da minha Terra do Nunca, que renova algumas coisas.


E termino com o mesmo dizer que originou essa breve reflexão: há muito não ouso ir lá, nela, na minha Terra do Nunca, Aquela mesmo que sonhávamos enquanto crianças...

27 setembro 2009

Cansada

De meias palavras.
De vou mudar e nunca muda.
Cansada de acordar cedo todos os dias.
De ir trabalhar.
De voltar.
E de no fim não fazer nada.
Cansada das promessas não cumpridas.
Das palavras não ditas.
Das desculpas esfarrapadas.
Cansada de esperar sempre com um sorriso no rosto.
De ser Madre Tereza de Calcutá.
De sempre perdoar.
Cansada de ser a única que preocupa.
Cansada do pó compacto que não tapam mais as lágrimas.
Do batom que não tampa a vergonha na cara.
Cansada de promessas de paz falsas.
De armas descarregadas.
E das armas que ferem mais.
Cansada de tudo, de todos, e de nada.
De roupas amarrotadas.
E do vento, que não quer mais soprar (e que espera outro fazer algo em seu lugar).
Cansada do não feito. Do não dito. Do sentido.
Do sentido que a vida tem e do que as pessoas querem dar.

25 setembro 2009

Eu não acredito mais

Seu fantasma ainda me assombra...
Eu não acredito em tantas coisas.
O vento não sopra mais pro lado de lá.
O sono já não é mais meu melhor amigo, e a noite, só eu sei como é fria.

Ás vezes me sinto cansada... desanimada... triste... incapaz...
Quando é que tudo vai acabar?
Quando vou poder começar de novo sem ter que estabelecer referências de uma vida?
Sem as pessoas me pararem na rua e me darem receitas prontas de como viver a vida?

Não acredito mais em nada...
Não nesse mundo egosíta.... Não nesse povo egocêntrico....
Não no que falam por aí....

Nao acredito mais na essência dqueles que dizem buscar a verdade....

Enquanto isso sopro meu próprio vento.... Sozinha..... Esperando o vendo deixar de soprar só pro lado de lá....

05 setembro 2009

E sobre as atitudes alheias

Bom, e sem querer ser pretenciosa, quero deixar de esperar tudo das pessoas.
Não quero mais alimentar expectativas achando que as pessoas são seres inutilmente previsíveis. Quero ser mais que isso.
Quero poder esperar das pessoas apenas aquilo que elas tem a me dar, simplesmente.
Não quero perder tempo esperando alguém que pode não chegar. Dessa forma, se chegar, saio ganhando. Me surpreende e caso não chegue, não sofro.
E se penso só em mim? Egoísta? Claro que não.
Devíamos ser assim e diminuir a ansiedade de termos que fritar nossos meio milhões de neurônios para tentar adivinhar a resposta que alguém dará no momento de uma discussão ou de uma conversa. Ah se os espelhos de banheiro falassem... Eles que são donos das maiores confidências... E dos maiores ensaios de pergunta-resposta.
Pessoas não foram feitas para serem previsíveis, para agirem como robôs ou para dizerem aquela frase que você quer escutar. Foram feitas para chorar, sorrir, falar verdades que dóem e depois pedir desculpas.
Foram feitas para fazer sofrer pelo simples fato de serem elas, essencial à nossa vida. Foram feitas para não esperarem nada, mas doarem tudo.

Sejamos assim, e esqueçamos das vãs formalidades do nosso mesquinho cotidiano.

(Um dia chegarei lá, insistentemente....)

08 agosto 2009

Como escultura

Muitas vezes nem sei se faço parte mesmo desse mundo. Ou se é ele quem faz parte de mim.
Tem dias em que meus pensamentos vão a um lugar estranho, solitário, onde só eu consigo chegar.
E, pasmem... Estou sóbria. Pelo menos desta vez.
Não que o nosso amigo álcool faça despertar coisas que ás vezes não sei dizer. Mas que agora estou convivendo menos com ele. Não por opção, mas por falta de oportunidade. (haha)
Sério. O último vinho me trouxe eternas alegrias, amizades e companhias. Até mesmo voou sozinho pra um copo desconhecido. Depois, não pude falar. Estava muito ocupada.
Mas, vamos lá. Nesse lugar onde vou posso ver tudo. Não é o olho de Tandera, mas me mostra muita coisa. Nem sempre eu entendo, mas me mostra. Mostra quem eu sou, quem fui e muitas vezes quem vou ser. E nesse último, em várias formas diferentes, como seu eu olhasse e pudesse clicar na que mais me chama a atenção. Parece me mostrar escolhas... Feitas.... E a fazer. no fim, dou de cara comigo mesma, pra variar.
Nesse lugar, fico confusa. Não com as decisões, mas com os sentimentos.
Eles vem e vão. Se mistruam e me deixam magoada. Mas o pior é que não consigo saber de onde vem a mágoa. Do estranho, do distante, do mal resolvido. Da dúvida sabe.
Não do presente. Este realmente tem me presenteado.
Sei lá. Se nem eu sei entender, de que adianta bater à porta de Freud, Klein e Lacan. Estes, coitados, nem dariam conta de tudo. Aliás, eu tenho que dar.
Bem, quando eu descobrir o que se passa... talvez...
Enquanto isso, fico eu aqui, servindo de escultura pra um tempo que não passa.
Tudo bem, até as esculturas tem lá seus grandes valores....

25 junho 2009

O Real na Psicose

Mas que mundo?
Mas que existência?
Mas de que forma?
Mas a quem?

O real se perde
No in-mundo, no interior
Na existência de um não existir
E na certeza de uma não ser

Se é real, existe?
Ou se existe é real?
A ordem não importa
Para entender a lógica inexplicável


Só tenha em mente
Que real existe
Não necessariamente
Em nosso mundo material

O real pode ser pra mim
E nem tampouco
A outro, igual

Pode existir aqui
Mas ali
Não se fazer presente

Pode aparecer assim
E desaparecer
Num repente...


by Priscilla Veloso