10 maio 2015

Porque mães são mesmo seres especiais

É impressionante como Deus sabe do que precisamos. Ele foi extremamente sábio e feliz quando ele criou as mães. Ele sabia que precisaríamos de alguém que saberia dosar com demasiada harmonia, a firmeza no tom de voz e a doçura do olhar, isso, ao mesmo tempo. Ele sabia que precisaríamos de alguém que iria "segurar" nossos sofrimentos da vida inteira. Ele sabia que precisaríamos de quem lavasse nossas roupas, e de quem as colocasse em nosso corpo com aquele olhar mais satisfeito de "ficou lindo". Ele sabia que precisaríamos de alguém que nos conduzisse, dizendo-nos quantas vezes estaríamos tomando os caminhos errados. Ele sabia que precisaríamos de alguém evoluída o bastante para nos carregar na barriga e, depois, nos carregar no coração (isso não é tarefa para qualquer um). Ele sabia que precisaríamos de alguém que torcesse por nós o tempo todo, mesmo você sendo o franzininho do futebol ou a gordinha do balé. Ele sabia que precisaríamos de um anjo que dá palmadas, de um anjo que acaricia, de um anjo que coloca pra dormir, de um anjo que chora de alegria e de tristeza, sentindo cada momento de vida passar. Ele sabia que precisaríamos de uma mãe. Engraçado é que eu não pensava que ele ia me dar a mãe prefeita. Ou será que isso é pleonasmo?

01 maio 2015

A triste geração que virou escrava da própria carreira

(Por Ruth Manus em O Estadão)

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.

Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.

Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.

Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.

Frequentou as melhores escolas.

Entrou nas melhores faculdades.

Passou no processo seletivo dos melhores estágios.

Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.

E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.

Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.

Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.

Mas para a vida, costumava ser não:

Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.

Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.

Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.

Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.

Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.

Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.

Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controle do próprio tempo.

Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

 

19 abril 2015

Fique com alguém que não tenha dúvidas

Créditos: http://thesecret.tv.br/2015/03/fique-com-alguem-que-nao-tenha-duvidas/


Um texto muito bacana sobre estar com alguém.

Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.

Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.

Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.

Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.

Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.

Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.

Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.

Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.

Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.

Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.

Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.

Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois.


17 abril 2015

O Sotaque das Mineiras - Felipe Peixoto Braga Netto.

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar lindo (das mineiras) ficou de fora? 
Mineira deveria nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso?
Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem abandoná-las no meio do caminho, não dizem: pode parar, dizem: 'pó parar'. Não dizem: onde eu estou?, dizem: 'ôncôtô'.
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem lingüisticamente falando, apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não(...) 
Mineiras não usam o famosíssimo 'tudo bem'. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: - 'Cê tá boa?'. Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário. Há outras. (...)
- 'Aqui', não vou dar conta de chegar na hora, não. Esse 'aqui' é outro que só tem aqui(...)
Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de 'bonitim', 'fechadim', e por aí vai.
Já me acostumei a ouvir: - E aí, 'vão?'. Traduzo: - E aí, vamos?
Não caia na besteira de esperar um 'vamos' completo de uma mineira.Não ouvirá nunca.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo, em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso 'de' ir. Onde os mineiros arrumaram esse 'de', aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe(...) Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você precisa 'de' ir. Você não precisa viajar, você precisa 'de' viajar. Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: - Ah, mãe, eu preciso 'de' ir? No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um 'tanto de coisa'. O supermercado não estará lotado, ele terá um 'tanto de gente'(...) Entendeu? Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - 'Ai, gente, que dó'.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras(...)
Para uma mineira falar que algo é muitíssimo bom vai dizer: - 'Ô, é sem noção'. Entendeu? É 'sem noção!' Só não esqueça, por favor, o 'Ô' no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem  noção, entendeu? Capaz... Se você propõe algo ela diz: - 'Capaz'!!! Vocês já ouviram esse 'capaz'? É lindo(...) Já ouviu o 'nem...? Completo ele fica: - Ah, 'nem' (...) A propósito, um mineiro não pergunta: - Você não vai? A pergunta, mineiramente falando, seria: - 'Cê' não anima 'de' ir? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem(...) O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes  vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... - 'Que' s coisa?' - ela retrucará. O plural dá um pulo(...) E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa,confidenciará:
- Ele pôs a culpa 'ni mim'. A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas. Ontem, uma senhora docemente me consolou: 'preocupa não, bobo!'. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim.
A fórmula mineira é sintética. E diz tudo. Até o tchau, em Minas, é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: 'tchau pro cê', 'tchau pro cês'. É útil deixar claro o destinatário do tchau. Então neh, as mineiras são trem bão demais sô....

17 dezembro 2014


Sempre que chego ao fim de um ano (e claro, pelo meu local de trabalho rs), fico pensativa a respeito do corre corre dos professores para encerrar o ano letivo. Sabe, quando chegam a tirar férias, já trabalharam o dobro do que precisariam. E quando penso nisso, penso também no valor que deveríamos atribuir a eles.
 
 
PROFESSOR,

Quantas vezes tu és esquecido e não é mencionado?
Quantas vezes não lembramos de dizê-lo o quanto você é importante na vida das pessoas.
Não se espante professor, não é por maldade, nem tampouco por esquecimento.
Seu nome e seus gestos permeiam o ser e o viver de cada aluno que por suas mãos passaram.
Suas palavras ecoam no mistério da eternidade, ensinando várias gerações.
Suas marcas se espalham e se eternizam em nossos corações.
Você, professor, é o amigo, companheiro, mestre, inspirador. Pessoa que molda, que busca, que melhora, que realiza. Você nos inspira, porque seu objeto de trabalho é o que há de mais precioso nessa Terra. E se no mundo ainda tem amor, com certeza, grande parcela, é por ti, professor.
Não podíamos encerrar o ano sem homenagear os personagens principais da educação.
Obrigado professores, por construírem, a cada dia, um mundo melhor.

31 julho 2014

10 HÁBITOS DE CASAIS FELIZES

Casamentos não são simples. Às vezes é necessária paciência e várias concessões para que as coisas caminhem bem. Mas afinal, o que é preciso para se ter um relacionamento feliz? Se você um cara que se preocupa com a qualidade da relação e trabalha para melhorar seu casamento, “pode aprender muito observando o comportamento de casais felizes”, é no que acredita o psicólogo Dr. Mark Goulston, do Psychology Today.

Separamos 10 dicas do psicólogo que ajudarão a melhorar a qualidade do seu casamento. Confira!

#1 Vão para a cama ao mesmo tempo - Algo comum no início do casamento, é preciso se atentar para que esta prática não se perca. Irem para a cama juntos é um símbolo forte de cumplicidade. Não importa se um de vocês dois sairá da cama mais cedo. O importante é o ato de dividirem este momento.

#2 Cultivar interesses comuns - Depois que a paixão inicial se acalma, é normal perceber que vocês tem poucos interesses em comum. Isto, porém, não minimiza a importância das atividades que você podem fazer juntos. Se os interesses comuns não estão presentes, casais felizes os desenvolvem. Ao mesmo tempo, não se esqueça de cultivar interesses próprios, isso irá torna-lo mais interessante para sua parceira.

#3 Andar de mãos dadas ou lado a lado - Caminhas lado a lado ou de mãos dadas, é criar e fortalecer vínculos. Para as mulheres é muito desconcertante quando o marido sai andando na frente ou caminha mais devagar querendo ficar para trás. Não deixe que o tempo e a rotina tirem de vocês este hábito tão comum durante o período do namoro. Casais felizes conversam, admiram a paisagem, juntos.

#4 Crie padrões de confiança e perdão - Criar estes padrões ajudará a evitar alguns incômodos ao longo do casamento. Casais felizes quando se desentendem conversam e confiam um no outro e perdoam, se for o caso, ao invés de criar um ambiente de relutância de desconfiança.

#5 Concentre-se nos pontos positivos de sua parceira -  Se você começar a procurar defeitos em sua esposa, é certo que encontrará. O mesmo acontece com as qualidades. Tudo depende do que você procura! Casais felizes preferem observar e acentuar as qualidades um do outro e isso os ajuda a lidar com os defeitos.

#6 Se abracem ao se encontrar - Nossa pele tem memória, e ela guarda o "bom toque" (amado), "mau toque" (abusado) e "sem toque" (negligenciado). O contato proporcionado por um beijo rápido não é suficiente para ativar esta “memória”. Casais que dizer “olá” com um abraço mantém sua pele impregnada pelo "bom toque".

#7 Diga "eu te amo" e "Tenha um bom dia" todas as manhãs - Esta é uma ótima maneira de ajudar sua parceira a lidar com tranquilidade com toda a correria e stress do dia a dia, como engarrafamentos, problemas no trabalho, etc.
comprar um pouco de paciência e tolerância que cada parceiro estabelece a cada dia para os engarrafamentos de batalha, longas filas e outros aborrecimentos.

#8 Dizer "Boa noite", todas as noites, independentemente de como você se sinta - Isto diz a sua parceira que, independentemente de quão chateado você esteja com ela, você ainda quer estar na relação. Dizer boa noite, mesmo chateado, é o mesmo que dizer que a relação de vocês é maior do que qualquer incidente.

#9 Verifique como está sendo o dia dela - Dê um jeito de conversar com ela em algum momento ao longo do dia para saber como vão as coisas. Esta é uma ótima maneira para estar em sintonia e ajustar suas expectativas. Se ela estiver em um dia terrível, você estará pronto para acolhê-la quando chegar em casa.

#10 Tenha orgulho de ser visto com ela - Casais felizes têm o prazer de serem vistos juntos e estão frequentemente em algum tipo de contato afetuoso. Quando se está seguro quanto ao que sente, o homem não tem vergonha de demonstrar seu afeto publicamente, já que isso é expressão de sua realização e felicidade.

19 junho 2014

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo que um homem NÃO quer

O mundo precisa ganhar a gente de volta. 

"Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:

“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.

Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.

Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.

Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”

Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.

O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.

O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?

Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.

Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.

Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?

Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.

“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”

Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.

O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?

E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.

No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta."

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/ruth-manus/a-incrivel-geracao-de-mulheres-que-foi-criada-para-ser-tudo-o-que-um-homem-nao-quer/


03 dezembro 2013

Diálogos

"_Mas também, você foi perder a sua vida com aquela garota!
_Não. Eu perdi a minha vida ao perder aquela garota."

10 novembro 2013

Não tente se esquecer de tudo, nao tente se lembrar de nada. O que é para valer a pena, permanece na memória do coração, sem rodeios, sem esforços.

23 outubro 2013

"CASAMENTO, MODO DE USAR" - Linda reflexão:



Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.

Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.

Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não te critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.

Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa: os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.

Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se.

 Por: Diego Engenho Novo

20 outubro 2013

Promessas são promessas

"Eu prometo nunca esquecer que esse é um amor que só acontece uma vez na vida. E saber sempre que no fundo da minha alma não importa o que cause nossa separação nós sempre acharemos um jeito de reatar".

Filme: Para Sempre


No fim, é sempre uma questão de escolha. Escolha daquilo que você sente, nada mais.

14 outubro 2013

Não espere...

O tempo não pára. O tempo não espera. O tempo não volta. Não desista daquilo que te faz sorrir sempre. Busque em você as respostas para seus anseios e, finalmente, viva. Porque existir é condição para viver, mas viver e decisão sua.

10 outubro 2013

Desconfie do que é de mais. Bom de mais ou mau de mais. Tanto faz. Nada, nem ninguém, é totalmente bom ou totalmente mau (bem / mal). E é isso que nos torna perfeitos.

18 setembro 2013

Coisas que a gente aprende com a vida

Vivendo e aprendendo. Eis um dos maiores pleonasmos da vida. Viver é quase sinônimo de aprender. Aprendemos com tudo. Só não aprendemos a enxergar tudo o que aprendemos no dia a dia. E, talvez, só talvez, isso nos faça sofrer, tomar caminhos incertos, tomados pela insegurança de indecisões que julgamos ser corretas.
Na verdade, para quem de fato vive, não existe o correto e o incorreto. Existe a escolha, existem as opções. Nada é certo ou errado. Apenas é diferente. Errado é apenas não viver.
E com a vida aprendemos, dentre outras tantas coisas, que precisamos nos alimentar. E que precisamos de alimento para o corpo e para a alma. Aprendemos que rúcula, brócolis e jiló são bons (mesmo sendo ruins) e que cumplicidade, carinho, companheirismo, alegria são ingredientes indispensáveis que dão sabor especial à vida.
Aprendemos que andar é melhor que engatinhar, mas que raras vezes conseguimos um sem ter feito o outro. Da mesma forma aprendemos a engatinhar nos sonhos, sabendo que estar de pé é melhor, e que devemos engatinhar com sabedoria, porque só os grandes conseguem alcançar grandes sonhos e que essas pessoas grandes, geralmente, andam de joelhos, por assim dizer.
Aprendemos que o coração tem razões que a própria razão desconhece e que, portanto, por mais que tentemos enganá-lo, ele não escuta, não aceita, não cede, e pela própria razão desconhecer suas razões, ele sempre acaba tendo razão. Não entendo então porque demorarmos tanto tempo a enxergar que deveríamos (se não sempre, na grande maioria das vezes) ouvir a vontade de nosso coração. Ele é o único que nos conhece a fundo.
Aprendemos que ver um filme junto é bom, mas que ver abraçado é melhor ainda, e é dessa maneira que percorremos as maiores e melhores distâncias da vida, porque estas distâncias a serem percorridas estão dentro de nós mesmos e geralmente precisamos de outra pessoa para fazermos isso, pois não somos capazes de fazê-lo sozinhos.
Aprendemos que uma música boa que te toca sempre lembra alguém, e que isso pode trazer lágrimas e que, sejam elas de tristeza ou de alegrias, fazem parte de sua história e você jamais irá mudar isso.
Descobrimos que feridas cicatrizam, e mais rápido com a ajuda de merthiolate, mas que as feridas da alma só cicatrizam com o tempo e uma pitada certa de palavras, conselhos, abraços e afagos e, quase sempre, com a presença daquela única pessoa que é o motivo dos seus sorrisos mais bobos. Porque sorrisos bobos não tem motivos e amor não precisa de explicação.
Aprendemos que por mais que a gente tente, uma boa companhia não é sinônimo da MELHOR companhia. Porque a melhor companhia não é escolhida por antecedentes criminais, saldo bancário, currículo ou indicação, mas pelo coração, pelo cheiro, pelo toque, pelas batidas aceleradas que provocam.
Aprendemos que dar as mãos não significa mesmo acorrentar a alma, mas acariciar o coração, porque o coração jamais vai embora de onde tem carinho e, quando o faz, sente falta.
Aprendemos que a falta que uma pessoa te faz jamais poderá ser substituída por outra pessoa, porque sentimento não se substitui.
Aprendemos que por mais que estejamos velhos demais, cansados demais, infelizes demais, insatisfeitos demais, sempre iremos aprender. E que o motor de toda aprendizagem é, com certeza, o amor.

10 maio 2013

Às mães



Em um mundo tão colorido e divertido são tantas Marias, Joaquinas, Sebastianas e Florindas.
São tantas Beatrizes, Carlas, Renatas, Flavianas... São tantas...
Marias que batalham, que malham, que irradiam.
Marias que sonham, que desenham, e realizam.
Marias que fazem sua história, que constroem seu próprio mundo sobre uma muralha de suor, sorrisos e lágrimas, já que nem toda a vida é feita somente de flores.
Marias que se orgulham de limpar, de lavar, de secar... E de se maquiar também.
Marias que se orgulham de caminhar, de se sujar, de capinar... E de serem reconhecidas também.
Marias que gritam, que sofrem que choram. Marias que perdoam, que convertem, que oram.
Marias que ensinam e que querem bem. Marias que querem ser queridas também.
Essas Marias-mulheres, mães que enfeitam o mundo e colorem o painel cinza da vida. Que carregam dentro de si a imensidão do amor divino. Mulheres-mães que se arriscam, que buscam, que cuidam e que torcem, pelo nosso bem. Marias que com suas qualidades tão sublimes e perfeitas, refletem tão indiscutivelmente, a figura mais celestial a que se pode chegar um pensamento humano: a Maria mãe de Deus. Aquela Maria mesmo, nossa mãe, que nos segura no colo... Aquela Maria forte, que provavelmente fortalece o coração de cada mãe para que elas consigam suportar tudo o que suportam na Terra. Essa Maria, com esse olhar tão pacífico, doce e que nos acaricia somente com o seu pensar... Essa Maria, mãe de Deus, sua mãe, minha mãe, nossa mãe, aquela a quem recorremos em tantos momentos, aquela que nunca nos abandona, aquela que é pura, que é perfeita, que é inigualável. Aquela que nos inspira. Essa Maria, uma Maria simples, que nos ensina a vida, com seu jeito de dizer SIM. Essa Maria que nos ama e que roga a Deus por mim. Essa Maria, que sendo simplesmente Maria, é a mais grandiosa criatura que já existiu.

A todas as mães, que, mesmo tendo seu dia especial o ano inteiro, é merecidamente homenageada nesse 11 de maio.

Feliz dia das mães!